Um tirambaço na saúde

Nosso sistema público de  saúde,  todo mundo sabe, é bem meia boca (pra não dizer boca nenhuma). O que a maioria das pessoas (as que têm condições financeiras para isto) acaba fazendo: contrata um plano de saúde (nossos conhecidos convênios). Acontece que mesmo não sabendo, os planos de saúde não cobrem várias coisas e só acabamos descobrindo quais são quando precisamos delas. Sim, porque quase ninguém lê as letras pequenininhas dos contratos. No fim das contas, um cidadão brasileiro pode pagar três vezes pela sua saúde: o SUS através dos impostos, a mensalidade do convênio e alguns procedimentos que o plano de saúde não cobre.

Situaçãozinha lastimável essa, pior ainda quando eu disser que em algumas ocasiões é necessário pagar pela quarta vez! Descobri a pouco tempo que quando se vai viajar, dependendo do lugar (alguns países da Europa, por, exemplo), é obrigatório contratar um seguro-saúde com cobertura mínima de 30mil euros, já em outros é opcional (America Latina). Depende daí da preocupação de cada um, mas o certo é que vai encarecer a viagem. O valor do seguro vai variar conforme a empresa (existem várias no mercado- Worls Nomads, Mic Brasil, GTA, etc, o número de dias de viagem, a quantidade de pessoas incluída no plano e as idades. Para uma viagem de 6 meses, o preço médio para uma pessoa  é de R$ 150 por mês.

Aqui na América do Sul, países como Uruguai, Argentina e Chile garantem assistência médica gratuita aos segurados do INSS e seus dependentes, contudo é preciso providenciar o Certificado de Direito a Assistência Médica Durante Estadia Temporária antes do embarque (mais informações aqui).

Esse é o tipo de coisa que quase ninguém atina de fazer, mas pode ter grande importância para quem estiver na estrada. Ficar mal de saúde em casa já é ruim. Fora de casa é pior. Fora de casa e sem assistência, aí é pior ainda. Portanto, pesquise para sair de casa com certa tranquilidade em relação a sua saúde.

Sitio hermano

Mais uma boa descoberta digital para a road trip d’Os Estrangeiros foi feita nesta terça-feira, durante o Chimia Geral, na Ipanema. Convidado por Fabio Godoh, lá estava Arildo Leal, que há dez anos promove viagens de curtição e integração entre o Rio Grande do Sul e os países do Prata.

Pois então, Arildo deixa pistas digitais de seu trajeto em seu milongadeloshermanos.blogspot.com. Vale (muito) a pena entrar lá e ficar ligado nas excursões, ver dicas de cinema e de bandas de rock da Argentina, além de indicações de onde baixar álbuns e filmes. E tem muito mais, o negócio é entrar lá e conferir!

*Hoje tem o debate sobre rádios comunitárias do Jornalismo B. Os debates do blog já estão virando tradição no meio jornalístico port-alegrense, então fique experto: corre pra lá ou acompanhe a cobertura pelo twitter! Para mais informações, clique aqui.

Texto: Ale Lucchese

Para não se perder por aí

Nunca levei muita fé nesse lance de guias de viagem. Achava que era preciso sair por aí e descobrir as coisas por si mesmo. Ainda acho isso, mas fui obrigada a mudar de opinião em relação aos guias quando, depois de alguma insistência do Ale, adquirimos o “Guia Criativo para Viajante Independente na América do Sul”.

Por uma bagatela de R$ 60 temos agora em nossas mãos um belo conjunto de dicas sobre os mais diversos assuntos de 12 países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), e o que é melhor, em português.

As informações foram organizadas por país, onde há dados sobre a geografia, economia, história, clima, entrada (avião, carro, ônibus, etc), fuso horário, eletricidade (se é 110V ou 220V), câmbio, segurança (quais cuidados importante devem ser tomados), locomoção, alimentação, entretenimento, entre outros assuntos. Após, há dicas sobre as principais cidades com mapa, lista de hostels, albergues e hotéis, quais são as atrações, etc.  Uma desvantagem: suas quase 700 páginas pesam cerca de 500g, o que já faz uma diferença na mochila ao final de um cansativo dia.

Há outros guias por aí como, por exemplo, o famoso Lonely Planet. Dei uma folheada e me pareceu ser bastante completo apesar de ser em inglês o que pode ser um empecilho para algumas pessoas.

Mas acho que a sacada aqui é folhear e escolher o que melhor se encaixa nas tuas expectativas e necessidades, sempre com uma certeza: numa viagem, informações sempre vêm pro bem porque nos impedem de entrar em furadas ou deixar de ir a lugares imperdíveis que só quem é nativo ou conhece bem o lugar sabe.

Texto: Thais Brandão

Na Arca Verde

Taí um pouquinho do resultudo da minha primeira viagem com a Yashica Lynx, câmerazinha da década de setenta que comprei por uma bagatela e tira umas fotos com umas cores meio matadas, que me deixam cada vez mais apaixonado pelo exercício de fotografar com máquinas  de baixa tecnologia.

Foram tiradas na Arca Verde, comunidade que pratica permacultura  em São Francisco de Paula (RS), a aproximadamente 130km de Porto Alegre. Estive lá no feriadão no início desse mês para um curso de comunicação. Foi uma vivência sensacional, que um dia ainda tentarei um dia descrever em palavras, mas será difícil tecer palavras dignas da intensidade de como esses dias mexeram comigo. Espero que as fotos carreguem um pouco dessa magia para os leitores:

Texto e fotos: Ale Lucchese

Pra dirigir na gringa

carteira_internacional

Caros amigos, pra dirigir no exterior (legalmente, é obvio) é mais fácil do que se imagina. A habilitação internacional é aceita em mais de 100 países (clique aqui para saber quais).  É emitida para a condução de qualquer tipo de veículo, inclusive motocicletas (caso o portador seja habilitado para isso), traz seus dados traduzidos em vários idiomas (inglês, espanhol, francês, alemão, árabe e português) além de não ser renovável (ao vencer, deve ser tirada uma nova). A maioria dos CFCs (Centro de Formação de Condutores) providencia. Basta levar:

  • Cópia da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), que precisa estar dentro do prazo de validade.
  • Cópia da Carteira de Identidade (RG), frente e verso
  • 2 fotos 3 x 4
  • Cópia da comprovação de endereço residencial no Brasil

Os preços variam, dependendo do local onde se faz. O lance é pesquisar se quiser economizar. No resto, é diversão.

Hasta la vista!

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Texto e foto (Brasília): Thais Brandão

Carona solidária

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Assim como para muitos de vocês, leitores, os autores desse blog também pegaram a estrada nesse fim de semana, ainda que para destinos diferentes. Thais foi encarar uma praia com a família, e eu fui para um curso sobre comunicação interpessoal na Arca Verde.

Para a Thais, foi fácil lotar o carro em direçao ao litoral – a própria família já foi suficiente para completar quatro bancos, incluída aí nossa mascote Malu. Já para mim, que iria partir solitário, também foi muito fácil conseguir caroneiros.

Para isso, bastou apenas deixar meu telefone e email para a organização do curso na segunda-feira e – feito! – na sexta-feira já tinha três companheiros para rachar a gasolina e conversar durante os 120 km que separam Porto Alegre de São Francisco de Paula.

No fim das  contas, conheci ali pessoas que compartilham inquietações e crenças, fiquei seguro por estar levando um caroneiro que conhecia o caminho e diminuí drasticamente meus custos. E talvez o mais importante: não sobrecarregamos o malha viária nem o ar que respiramos com carros desnecessários.

Então fica aí a dica, quando for de carro para algum destino, tente deixar visível a possíveis caroneiros sua disponibilidade. E você que precisa de carona, fique atento, pergunte, procure. Nos encontraremos todos nessa estrada!

Texto: Ale Lucchese
Foto: Pítia Ledur