A polêmica do surf no Dilúvio

Deu o que falar o dito surf no Dilúvio que rolou na quinta-feira (19 de novembro) em Porto Alegre. O mais legal da história foi a resposta do protagonista, o publicitário Juliano Didonet (que se imaginava que fosse, assim como o resto de sua trupe,  um playboy desmiolado que não tinha mais nada a inventar quando se viu entediado num dia de chuva) no jornal  Zero Hora desta segunda-feira:

“Li a ZH de hoje e vi que assim como algumas pessoas na internet vocês condenaram o surfe no Dilúvio. Porque é sujo e se corre risco de doença. Mas acham que nós não sabíamos disso? Nossa intenção era nos protegermos e chamarmos a atenção da sociedade para a podridão do lugar e para mostrar que esportes podem ser praticados lá, se for despoluído. Muita gente com a cabeça mais aberta se ligou nisso e adorou. Já outras, como vocês, em vez de criticar cem anos de sujeira e poluição descontrolada no arroio, criticar anos e anos de governos distintos que nunca deram bola pra isto, preferiram criticar os jovens que realizaram a façanha. É incrível a cabeça pequena e a visão de cavalo de carroça de sempre. Que isso seja uma crítica construtiva a quem não pensou direito sobre isso.”

Dei uma vasculhada na internet e além da reportagem publicada na sexta-feira sobre o surf, encontrei um post de uma daquelas blogueiras-colunistas-bobinhas da ZH,  alfinetando o feito dos surfers. Acredito que o bicho também pegou no Twitter, como é de praxe atualmente. Mais informações, vídeo e fotos aqui.

Na Arca Verde

Taí um pouquinho do resultudo da minha primeira viagem com a Yashica Lynx, câmerazinha da década de setenta que comprei por uma bagatela e tira umas fotos com umas cores meio matadas, que me deixam cada vez mais apaixonado pelo exercício de fotografar com máquinas  de baixa tecnologia.

Foram tiradas na Arca Verde, comunidade que pratica permacultura  em São Francisco de Paula (RS), a aproximadamente 130km de Porto Alegre. Estive lá no feriadão no início desse mês para um curso de comunicação. Foi uma vivência sensacional, que um dia ainda tentarei um dia descrever em palavras, mas será difícil tecer palavras dignas da intensidade de como esses dias mexeram comigo. Espero que as fotos carreguem um pouco dessa magia para os leitores:

Texto e fotos: Ale Lucchese

Enfim, pronto!

Ufa, já estava chegando no meu limite, isso que o meu TCC não era nem uma monografia – que exige muito mais do vivente -, e sim um artigo, pequeno, enxuto e prático.  Seja o que for, segue, abaixo, o resultado da última gota de suor: o resumo.

Dilúvio: visões sobre um arroio

O arroio Dilúvio é um curso d’água que abriga uma série de seres vivos em seus 17,6 km de extensão. Parte significativa desse curso é acompanhado pela avenida Ipiranga, grande via de trânsito de Porto Alegre. Este trabalho dedica-se a conhecer e discutir os modos como as pessoas narram o Dilúvio, visto que, apesar da intensa circulação em seu entorno, grande parte dos transeuntes parece ignorar a importância desse ambiente. Para tal, utilizei o método de pesquisa qualitativa, entrevistando, com o auxílio de fotografias do Dilúvio, trabalhadores e habitantes de suas proximidades; investiguei também como este arroio é retratado por jornais de grande circulação da cidade desde 1970. Os relatos obtidos foram interpretados à luz de conceitos e visões de natureza apresentados pelos campos da Filosofia e da História da Ciência.

Quem se pilhar, pode conferir a apresentação dia 02/12 (quarta-feira), às 14hs no Auditório da Botânica- Campus do Vale/UFRGS.

Até lá!

Foto e texto: Thais Brandão

Exploração urbana

Quinta-feira passada participei de uma visita guiada pela sub-bacia do Arroio Dilúvio, organizada pelo pessoal do projeto de pesquisa e ação “Habitantes do Arroio”, atividade em parceria com a Bienal do Mercosul (mais informações aqui). A primeira parada foi na Ponte de Pedra (perto da Av. Borges de Medeiros), onde, antigamente, passava o arroio. Depois fizemos várias paradas na Avenida Ipiranga e então no Beco dos Marianos, onde a paisagem muda drasticamente e o que predomina é um ar rural, com mais árvores e casas. O encerramento foi na foz, próximo ao anfiteatro pôr-do-sol.

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Eu acabei indo nessa visita porque meu trabalho de conclusão  é sobre o Dilúvio, então todas as informações que vierem (e vieram), vem bem. Mas chegando lá, encontrei um bocado de pessoas, cada uma com interesses diferentes, algumas eram jornalistas que estavam escrevendo sobre o passeio ou colhendo informações para um livro, outras queriam rever locais onde moraram e tinha gente (a maioria) que estava lá simplesmente por curiosidade, porque queria conhecer mais o tal arroio que atravessa Porto Alegre.

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Admito, admirei. É raro encontrar pessoas que têm interesse em conhecer mais a fundo o lugar que vivem, o seu bairro, a sua cidade, explorar o ambiente um pouco além do trajeto casa-trabalho-faculdade-casa.  Acho que um pouco disso vem da nossa cultura que desde cedo nos faz acreditar que o vem de fora é melhor, mais bonito e interessante, somado ao fato de que as pessoas nunca tem tempo pra nada e quando tem algum, ninguém quer conhecer a própria cidade e sim ir pra praia, pra serra…

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Além de ser um passeio barato (pra muito lugares dá pra ir de ônibus de linha mesmo), conhecer a cidade é rápido, já que é dentro da própria. Ah e não precisa de muito planejamento: no próximo fim de semana é só ir num parque que não é o de costume, ou então um barzinho em outro bairro…. O lance é conhecer o desconhecido.

Fotos e texto: Thais Brandão

Quelônios ninja

Santa tartaruga! Lembra o desenho animado das tartarugas que habitavam o esgoto de uma grande cidade e viviam grandes aventuras? Pois é, aqui em Porto Alegre a realidade superou a ficção: os quelônios ninja estão por aí. Se vivem grande aventuras não sabemos, mas sua morada é nas águas imundas do esgoto que deságua todos os dias no Arroio Dilúvio.

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Texto: Ale Lucchese
Fotos: Thais Brandão

Água pra tudo quanto é lado!

Em 2006, os últimos e mais bem preservados  fragmentos de Floresta Ombrófila Mista do Estado de Santa Catarina (8.140 hectares de floresta primária e campos naturais) foram parar embaixo d’água.  O Ibama que deveria fiscalizar proteger a fauna e a flora brasileira entrou na maracutaia:  não contestou a licença de operação do empreendimento, que omitia a existência desses remanescentes de Floresta com Araucária com importantes populações naturais de espécies ameaçadas de extinção (protegidas por lei), permitindo assim a supressão da mata e posterior alagamento da área  para a construção da Usina Hidrelétrica de Barra Grande.  Com todo mundo com a mão bem molhada, ao legítimo “jeitinho brasileiro”, ficou fácil dizer o que não era a verdade (traduzindo: mentindo descaradamente). Só os bichos e as plantas da região é que ainda estão demorando pra se acostumar com tanto aguaceiro.

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Fotos e texto: Thais Brandão (Campo Belo do Sul (SC), novembro/2008)

Saídas de campos, etc e tal

Na biologia, curso no qual estou desde 2003, rolou, claro, muita coisa. Mas pra quem curte a natureza e imagina que vai viver no meio do mato, não é tanto assim. As cadeiras (a maioria ao menos) são bem tediosas, com uma quantidade infinita de coisas pra decorar, porém vez ou outra, em determinadas disciplinas, rola a tão esperada saída de campo. Nessas barcas, acabei conhecendo lugares e colegas que se não fosse desse jeito, jamais conheceria. Abaixo algumas fotos desses momentos…

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Saída para a Planície Costeira (RS). Cadeira de Biogeografia. Maio/2006


Saída_Rota do Sol_Princ. Conserv. da Natureza_28.03.09_26

Saída_Rota do Sol_Princ. Conserv. da Natureza_28.03.09_41Saída para Rota do Sol com a cadeira Princípios de Conservação da Natureza. Março/2009

Saída Parque Morro do Osso_Princ. Conserv. da Natureza_02.06.09_21

Saída para o Morro do Osso (Porto Alegre). Cadeira Princípios de Conservação da Natureza. Maio/2009

Texto e fotos: Thais Brandão