É bucha!

Dell Logo qdComo acredito mesmo que “informação é poder”, quero aproveitar esse espaço pra contar minha (péssima) experiência com a marca de computadores Dell e alertar futuros compradores.

Comprei um notebook dessa marca em dezembro de 2007 pra uso doméstico.  No meio deste ano a fonte (carregador) apareceu queimada. Pois bem, sem saber do que se tratava na verdade, adquiri uma segunda fonte achando que a primeira tinha ficado velha. Então, um mês depois a segunda queimou. Percebi que o problema deveria ser no notebook,  pois além de ser muita coincidência 2 fontes queimarem em pouco intervalo de tempo, quando o note inicializava aparecia um aviso dizendo que a bateria não estava sendo reconhecida  havia algumas semanas.

Minha idéia inicial foi, por motivos óbvios, ligar para a Dell. Foi aí que um atendente, sem nunca ter visto o meu notebook, apenas pelo meu relato, me disse que só de saída teria que comprar uma bateria de 9 células nova, porém que era interessante que eu fosse numa assistência qualquer pra ver qual era o problema realmente já que a Dell NÃO POSSUI assistência técnica autorizada para equipamentos fora da garantia. Me passou para o setor de compras no qual uma mocinha me falou que por uma bagatela de quase R$ 600,00 reais eu poderia adquirir uma bateria nova.

Pensei: me ralei. Estou f.

Levei em um técnico no centro de Porto Alegre  e quando cheguei lá, só pela cara do rapaz já fiquei cheia de maus pressentimentos, achando mesmo que a solução seria bem simples: a lata do lixo. Após algumas semanas de análise, fui informada que a peça (um componente da placa-mãe) havia entrado em curto circuito e que não havia como fazer a reposição.

Já quase sem esperanças levei o notebook para uma segunda assistência, em frente à anterior. Lá me deram um laudo de que o problema era outro. Tentei ligar de novo para a Dell e dessa vez fui informada de que poderiam fazer um diagnóstico do problema pelo telefone, mas para isso precisaria que o computador estivesse ligado. Porém, é obvio que não ligaria ele em fonte alguma sob o risco de danificar mais um equipamento.  O atendente só teve a me dar os pêsames pois não havia outra maneira de me ajudar. Voltei à assistência (do centro) e autorizei o conserto num valor de R$ 250, 00, com garantia de 3 meses. Um dia depois peguei o computador pronto e até agora não deu problema algum.

Apesar de ter bons computadores, infelizmente não é possível confiar em uma empresa que não disponibiliza assistência técnica apropriada e de fácil acesso para seus produtos que não estão mais na garantia. Ou seja, é preciso mendigar atendimento, correr atrás de peças caras e escassas, ou então adquirir planos de garantia estendida que custam pequenas fortunas. Ah, ainda há saída desesperada de desistir do seu notebook com problema, jogá-lo no lixo, contribuindo para a enorme lixeira digital que vem se tornando nosso mundo, e comprar um micro novinho em folha (e assim não se incomodar pelo menos até vencer sua garantia). Simples: basta comprar DELL.

Texto: Thais Brandão e Ale Lucchese
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Brinquedo novo

Alguns raros jornalistas saem da faculdade e logo conseguem um bom trabalho e começam a ganhar um bom salário. Não é o meu caso. Por isso, minha contenção de despesas fez que eu abandonasse o maravilhoso mundo dos filmes 120mm, migrando para os tradicionais filmes 35mm. Mas esse novo mundo também não deixa de ser maravilhoso, apesar de sair muito mais em conta.

Comprei uma câmerea Yashica Lynx 1000, de 1965 (paguei R$ 50) e acabo de revelar meu primeiro filme. Não tem fotômetro é o foco é feito por metragem, ou seja, será um belo desafio domar essa bichinha. Gostaria de ficar falando mais com vocês mas ainda tenho que fazer minha mala para ir para a Arca Verde. Claro, levarei a câmera. Volto na semana que vem com mais fotos e com histórias pra contar desses dias em São Francisco de Paula!

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Texto e fotos: Ale Lucchese

Vá de Go Outside

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Gente, quem não conhece precisa conhecer: a revista Go Outside é um achado para quem curte viagem, aventura, esportes, etc. Nunca cheguei a ter uma em mãos, mas o site é bem bacana,  dá pra acessar várias reportagens das diversas edições da revista.

A edição nº 52 (outubro/2009) é sobre equipamentos, com muitas informações úteis para que na hora da compra se saiba no que  prestar atenção e o que é requisito indispensável na aquisição de uma mochila, barraca, tênis de corrida (rua e trilhas), botinas, casacos e por aí vai.

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A dica tá dada, agora corre lá e dá um conferis!

Boas aventuras.

Texto: Thais Brandão

Adiós, Nikkor

Depois de alguns meses anunciada, consegui vender minha Lente Nikkor 28-105mm (com macro). Um lentaço na verdade. Formava uma bela dupla com a câmera Nikon N80. Já estou com saudades, apesar de ter usado bem pouco. O último ensaio, feito com o filme ProImage 100, mostra a qualidade da bichinha.

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Texto: Thais Brandão
Fotos: Ale Lucchese (exceto a foto a quarta foto de cima para baixo, Thais Brandão)

Qualquer vida cabe num saco

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Ainda bem no início desse blog, fizemos algumas postagens sobre nossa estadia num camping em Bento Gonçalves, onde testamos nosso lombo em temperaturas negativas pela primeira vez dentro da barraca. E foi uma das coisas mais legais que fiz na vida, pode ter certeza.

Mas também pode ter certeza que só foi legal assim porque passamos um bom tempo pesquisando equipamentos que permitissem que dormíssemos sem a preocupação de que poderíamos congelar durante a madrugada. Nesse sentido, o saco que parece um sarcófago aí em baixo foi uma escolha acertada.

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O Super Pluma Gelo, da T&R, é projetados para aguentar até menos quinze graus celsius. É claro que não vai se quente como a caminha que a mamãe preparava, mas aguenta firme. Aguentamos menos cinco graus em Bento, e não foi ruim não. Você também vai precisar de esteirinhas de EVA para isolar o frio e a umidade que vem do chão, mas de qualque forma, é infinitamente menos volumoso do que colchonetes e cobertores – e pesa menos de dois quilos.

Outro lance legal é que você pode juntar dois desses e montar um sacão de casal – desde que  tenham zíperes em lados diferente. Te diverte!

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Texto: Ale Lucchese
Fotos: Thais Brandão

Acampando na arca

Ontem teve o lançamento da décima quinta edição da revista O Dilúvio. Rangos,  chopps, cachacinhas da Tia Chica, Tonhos Croccos, Zumbiras, Jorges Bens, Tins Maias, e Tiagos Jucás: foi tanta água que meu boi-bumbá quase virou vaca. Segue aí a contribuição d’Os Estrangeiros nessa máfia toda:

O inverno não é o inferno

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Acampar uns dias na serra gaúcha ou qualquer outro lugar frio só tem um incômodo: tranqüilizar e convencer todo mundo – às vezes até os próprios donos dos campings – de que você não vai morrer de hipotermia. De resto, não vai se incomodar com coisa alguma; desde que, é claro, você leia esta matéria até o final.

O lance é que é muito fácil se organizar para usufruir de benesses como passar um fim de semana em um camping arborizado, em frente a um lago e com o silêncio entrecortado do canto dos pássaros por um décimo do preço da diária de um hotel com as paredes mofadas e com janelas que tremem toda vez que um ônibus passa debaixo delas.

Mas o que é preciso para conquistar esse paraíso? Em primeiro lugar, uma barraca. Uma iglu com varetas de fibra de vidro é super fácil de montar, relativamente leve, e não te deixa na mão. Modelos mais caros agüentam vendavais e dilúvios; mas, para encarar condições metereológicas nem tão extremas, não precisa esvaziar tanto os bolsos. Fique atento às previsões do tempo, se fenômenos como ventos de 100 km/h estiverem previstos e você não conhece bem seu equipamento, adie a viagem ou ao menos arme seu canto perto de uma parede, garantindo um pouco de proteção.

Para o friozão, o uso de sacos de dormir é imprescindível – a não ser que você tenha um porta-malas enorme para encher de cobertores. Não confie tanto na escala de temperatura que os sacos apontam. Uso um saco que agüentaria até 15ºC negativos, mas isso só quer dizer “você não vai morrer quando bater os -15ºC”, não quer dizer que você vai ter conforto nessa temperatura. Mas, bem agasalhado, até o zero grau é bem bom.

Outra dica fundamental: sacos nem cobertores funcionam sozinhos. É preciso usar isolantes térmicos no chão. Se o frio não é muito extremo, até uns 10ºC, é possível usar um colchão inflável; mas, apesar de menos confortáveis, os isolantes de EVA são baratos e não deixam o frio do solo invadir tuas costelas.

Caras e minas, tudo isso cabe numa boa mochila. Vai. O mundo é teu.

Foto: Thais Brandão
Texto: Ale Lucchese

Mochileiros.com

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Quando Os Estrangeiros se deram conta de que eram estrangeiros, ficaram realmente arrasados. Erupções subcutâneas afloraram, convulsões nervosas usurparam o lugar da costumeira serenidade, e até uma certa caspa que não tinha há tempos voltou a cair sobre os ombros. Tudo em vão: bombardeios aéreos não atigem quem planta sua casa nos ares.

Conhecer o site Mochileiros.com foi como abrir os olhos ao encerrar de vez o coma e perceber que aquilo que ingratamente considerávamos macas de hospital eram os dignos bancos do trem que sempre sonhávamos pegar. E o vagão estava confortavelmente cheio. Mas nunca lotado.

Através de seus fóruns, o Mochileiros.com dá todas as coordenadas para quem que pegar a estrada: onde vale a pena ir, onde estão as roubadas e como se previnir delas, em quais equipamentos investir seus recursos… E tudo isso através dos relatos de quem tem muita quilometragem rodada.

Se fosse apenas isso já seria bom, mas é mais. Sendo um ponto de encontro entre aqueles que querem viajar, é verdadeiramente uma comunidade, onde se pode conhecer gente com inquietações semelhantes, encontrar e dar apoio.

Texto: Ale Lucchese