Fotógrafos-que-nos-fazem-viajar: Martin Parr

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Só há um jeito de começar um post sobre Marin Parr n’Os Estrangeiros: citando uma frase dita pelo figura a um jornalista que questionou o estranhamento gerado por sua entrada como membro da agência Magnum. Pois vai lá: “os fotógrafos da Magnum eram criados para sair como um guerreiro das Cruzadas… para lugares carentes, em guerra… e eu saí e fiquei em volta do quarteirão porque, para mim, esta é a linha de frente.”

E é isso que os olhos de Parr conseguem captar, e é isso que nos deixa de quatro em frente ao seu trabalho, com todos os sentidos confusos. Alegria? Vergonha? Fome? Nojo? Alívio? Dor? Um fotógrafo crítico, em uma tentativa de desmerecer o trabalho de Parr, uma vez afirmou que suas fotos “não faziam sentido”. Ora, essa é exatamente o maior elogio que um artista de verdade pode receber. Olé!

Mas é isso, as fotos sempre falam por si. E com Martin Parr não é diferente. Não se deixe levar pelo cinismo aparente ou pelo riso, são apenas duas das muitas faces de cada imagem de Parr. Por trás dos flashes estouradaços, das cores saturadas e da fidelidade ao filme analógico, está o gênio criticado por ser um fotógrafo-de-uma-pauta-só: o homem que clica a vida bovina da sociedade ocidental. Precisa mais do que isso?

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Fotos: Martin Parr
Texto: Ale Lucchese
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