Brinquedo novo

Alguns raros jornalistas saem da faculdade e logo conseguem um bom trabalho e começam a ganhar um bom salário. Não é o meu caso. Por isso, minha contenção de despesas fez que eu abandonasse o maravilhoso mundo dos filmes 120mm, migrando para os tradicionais filmes 35mm. Mas esse novo mundo também não deixa de ser maravilhoso, apesar de sair muito mais em conta.

Comprei uma câmerea Yashica Lynx 1000, de 1965 (paguei R$ 50) e acabo de revelar meu primeiro filme. Não tem fotômetro é o foco é feito por metragem, ou seja, será um belo desafio domar essa bichinha. Gostaria de ficar falando mais com vocês mas ainda tenho que fazer minha mala para ir para a Arca Verde. Claro, levarei a câmera. Volto na semana que vem com mais fotos e com histórias pra contar desses dias em São Francisco de Paula!

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Texto e fotos: Ale Lucchese
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Abrindo o baú

Com o lançamento do filme “This is it” sobre os últimos momento de Michael Jackson, fiquei pensando se ele gostaria de ver seus ensaios, erros e acertos expostos em forma de longa metragem. Sinceramente, acho que não. Os artistas se preocupam muito com o que vai ser de suas obras na posteridade: se os familiares, gravadoras, editoras lançarão rascunhos, coisas engavetadas, etc. Já vi alguns escritores dizendo que, na dúvida, queimaram coisas que, sob hipótese alguma, pretendiam publicar. E enquadram-se aí, na maioria das vezes, materiais do início de suas carreiras, quando eram meros desconhecidos, estavam em busca de um estilo próprio (e êta coisa difícil…). Pra exorcizar logo esse demo, exponho aqui e agora minhas primeiras imagens feitas em uma câmera semiprofissional (velha e guerreira Nikon N80) e em filme. Como uma aprendiz do universo fotográfico, estava recém descobrindo o que era e que se fazia um contraluz, foco e desfoque, baixas velocidades, etc.  Saravá!

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Local: Parque Marinha do Brasil e Redenção (Ano 2006)
Fotos e texto: Thais Brandão

Na trilha certa

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Hoje acordei numa ressaca maldosa. Não bebia há eras e ontem quase entrei para dentro do copo num boteco ali em cima dos autos da Borges. Não sabia se tomava café, se levantava, se tomava banho, se continuava deitado… Bom, acho que não preciso explicar pra você, nobre leitor, como é esse negócio de ressaca. O fato é que mesmo nesse estado de ânimo não consegui segurar a curiosidade e fui ligar o pecê para descorir que não tinha ganhado nada no tal concurso de Poesia ao Vídeo da Fliporto, onde concorria numa parceira feita com a Dani Sibonis (assista aqui) .

Sim, a relação dos vencedores saiu hoje de manhã. Mas tudo bem, é a vida. E bem na real, devo confessar que é mentira essa história de que não ganhei nada. Esse processo todo foi muito rico em vários sentidos, e a primeira coisa que ganhei foi a alegria de ver o apoio dos amigos e leitores que frequentam essa página. Foram em torno de noventa pessoas que se deram ao trabalho de entrar na parada, preencher nome e email e votar. Só me resta agradecer e prometer nunca fazer feio pra vocês, caríssimos!

Alem disso, expor o trabalho é a única forma de receber crítica – sejam positivas ou negativas. E outro  grande presente aconteceu nesse sentido, quando alguém, tentando me malhar difiniu-me como um “tipo simplista e objetivista”. Foi nesse momento que tive certeza de estar trilhando o caminho certo.

E não há nada de revanchismo ou ironia nisso que estou afirmando. Falo francamente e de coração aberto. Assim como Walt Whitman, creio que o poema deve ser simples como um copo d’água, como uma coçada no cabelo, como uma careta em frente ao espelho, como encher os pulmões de ar e depois soltar e depois voltar a encher e assim sucessivamente. O poeta não escreve, apenas entrega o poema ao leitor, com o mínimo de intervenção.

Mais uma vez obrigado a todos! E sigamos em frente.

*Sexta-feira irei para um curso de Habilidades de Comunicação e Resolução de Conflitos, no Instituto Arca Verde. Serão três dias em uma comunidade eco-sustentável em São Francisco de Paula. Ficarei acampado, mas também há dormitórios. Não dá pra perder, vamos nessa! Se quiserem mais informações, escrevam que repasso o material de divulgação.

Texto e foto: Ale Lucchese

Vá de Go Outside

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Gente, quem não conhece precisa conhecer: a revista Go Outside é um achado para quem curte viagem, aventura, esportes, etc. Nunca cheguei a ter uma em mãos, mas o site é bem bacana,  dá pra acessar várias reportagens das diversas edições da revista.

A edição nº 52 (outubro/2009) é sobre equipamentos, com muitas informações úteis para que na hora da compra se saiba no que  prestar atenção e o que é requisito indispensável na aquisição de uma mochila, barraca, tênis de corrida (rua e trilhas), botinas, casacos e por aí vai.

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A dica tá dada, agora corre lá e dá um conferis!

Boas aventuras.

Texto: Thais Brandão

Vapor barato

Na semana passada, na quinta-feira, houve um encontro aberto ao público e com entrada franca em Porto Alegre com a monja Coen. Acredito que estávamos ali cerca de 150 pessoas, ouvindo com muita atenção cada palavra dita pela monja. Não há como resumir aqui tudo o que foi dito, sentido, vivido ali. E nem é minha intenção.

Nesse dia chuvoso, na segunda fila do auditório, estava eu com os olhos cravados em uma leitura do Satolep, de Vitor Ramil, menos para ler do que para escapar do pânico de estar no meio de tantos rostos e corpos desconhecidos. Por mais velho que fique, essa medo intransigente é uma coisa que não deixa de me acompanhar e que só cabe a mim acolhê-lo como algo meu e conviver com ele da melhor maneira possível.

Então ali na segunda fila, escondendo os olhos em Satolep, começava a enxergar Selbor, o protagonista, em uma casa ilhada por uma tempestade, acendendo álcool numa lata para amenizar o frio. E do fogo da lata ele acende um cigarro marca-diabo feito a mão. E da fumaça começa o sarau imaginário onde Selbor divaga sobre o fogo, que na visão de Heráclito, tudo consome e tudo gera.

A palestra então começa. A monja fala por pouco mais de uma hora. Então começam as perguntas. Alguém está curioso para  saber qual é a experiência e interpretação do Vazio para a monja. Tudo é vazio pois tudo é pleno de possibilidades, fluido, nada poder ser apreendido, pois no mesmo instante já não é o mesmo. E para ilustrar isso,  monja  Coen cita o mesmo Heráclito de Selbor: “não é possível entrar duas vezes no mesmo rio”.

Somos todos o mesmo, seja no ocidente ou no oriente. Seja na tempestade ramilonga em Satolep ou na garoa fria da rua Sete de Setembro em direção à minha casa.

Texto: Ale Lucchese

Emprestando o sofá

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Então, ricos amigos, hoje Os Estrangeiros indicam uma ferramenta incrivelmente poderosa, porém ainda não tão popularizada, para aqueles que adoram estar em trânsito: o CouchSurfing.

A ideia é muito simples: você aí que tem uma cama ou um sofá ou qualquer outra coisa onde uma pessoa possa se deitar, por que não acomodar alguém que está visitando sua cidade e não quer (ou não pode) ficar em um hotel ou pousada? Pois é assim que o CouchSurfing funciona, como uma imensa rede global de gente que acomoda e é acomodada por gente aventureira e de boa vontade.

Ok, temos de concordar de que usar o CouchSurfing representa uma grande economia para quem está na estrada, mas talvez não seja (apenas) por isso que ele vem sendo uma das opções preferidas de acomodação. O grande barato é que você é recebido por pessoas que vivem na cidade que você está visitando, podem te dar boas dicas de onde ir, e de onde evitar ir, o que vale a pena faze e não fazer, etc. Isso sim representa uma grande vantagem em relação a hotéis – que geralmente só indicam as grandes obviedades turísticas e roteiros caros (sim, eles são pagos para indicarem essas baboseiras).

Mas é isso, entre lá, faça teu perfil e boa viagem!

Quelônios ninja

Santa tartaruga! Lembra o desenho animado das tartarugas que habitavam o esgoto de uma grande cidade e viviam grandes aventuras? Pois é, aqui em Porto Alegre a realidade superou a ficção: os quelônios ninja estão por aí. Se vivem grande aventuras não sabemos, mas sua morada é nas águas imundas do esgoto que deságua todos os dias no Arroio Dilúvio.

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Texto: Ale Lucchese
Fotos: Thais Brandão