Fotógrafos-que-nos-fazem-viajar: Loretta Lux

Vou ser sincero com vocês: não venho acompanhando como gostaria o mundo fotográfico. E foi pensando nisso que minha sempre atenciosa companheira Thais, centro-avante da nossa editoria de fotografia, veio estender a mão para me salvar do abismo de letras em que eu me encontrava e lembrar que existem outras imagens além das tipográficas. E o resgate veio através de uma simples frase: “saca só o trabalho dessa mina“.

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A mina em questão é essa aí de cima é Loretta Lux, alemã que usa o retrato como meio de expressão artística. Seu trabalho é moroso, demoraaaado – às vezes pode passar um ano inteiro para produzir três ou quatro fotos, mas atinge suas expectativas pessoais: alcança a aura de pinturas que lembram o Romantismo.

E não é só Loretta que parece estar feliz com seu trabalho. Com o reconhecimento internacional, ela foi uma das principais estrelas do Paraty em Foco – o mais conhecido evento sobre fotografia do Brasil, que encerrou sua edição de 2009 na semana passada. Hospedando-se fora de Paraty e fazendo questão de não ser fotografada nem filmada, sua reclusão também contribuiu para criar expectativa em torno de si. Quando subiu no palco para falar de seu trabalho, não decepcionou. O relato de Clicio Barroso, que esteve lá, é sensacional: leia aqui.

Para sacar melhor qual é a da mina recomendo duas entrevistas: essa e essa outra. Curtam.

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©Loretta_Lux

Fotos: Loretta Lux
Texto: Ale Lucchese

Adiós, Nikkor

Depois de alguns meses anunciada, consegui vender minha Lente Nikkor 28-105mm (com macro). Um lentaço na verdade. Formava uma bela dupla com a câmera Nikon N80. Já estou com saudades, apesar de ter usado bem pouco. O último ensaio, feito com o filme ProImage 100, mostra a qualidade da bichinha.

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Texto: Thais Brandão
Fotos: Ale Lucchese (exceto a foto a quarta foto de cima para baixo, Thais Brandão)

Os-Estrangeiros-entrevistam: Rebeca Rasel

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Artista plástica de 28 anos, Rebeca Rasel tem sido um dos nomes responsáveis por casar o uso de câmera de baixa fidelidade com produções e intervenções artísticas no Brasil. Tanto é assim que ela foi uma das selecionadas para representar o país na Lomo LC-A+ Race, iniciativa do site lomography.com que está fazendo a fetiche-câmera Lomo rodar o mundo.

Topei com Rebeca em uma pesquisa sobre lomografia para uma matéria que estou preparando sobre o assunto. Mestre em Artes Visuais pela UERJ, a artista carrega uma estreita ligação pessoal com a fenômeno lo-tech e o interpreta de maneira original e inteligente, como você vai ver nos trechos a seguir de nossa entrevista:

Sei que você é artista visual, mas não sei em que medida as câmeras de baixa fidelidade se inserem em seu trabalho. Gostaria que você explicasse melhor essa relação.

Sempre gostei do analógico, do low-tech, do antigo. Aos 10 anos, por exemplo, ganhei uma [máquina de escrever] Olivetti. E mesmo em épocas onde o computador já era parte da casa, dediquei meu tempo às cartas em máquina de escrever. Outro exemplo é minha coleção de vinis: em meio às pilhas de cds e mp3, é com prazer que ouço as texturas (e arranhões) de cada faixa do disco. E, em meio aos dispositivos digitais, é com minha primeira câmera, uma Minolta, herdada de meu avô, que guardo meus melhores registros. Cultivo esses hábitos e memórias até hoje. Nostalgia apenas? Acho que não…

Também sou adepta das feiras de antiguidades (aqui no Rio de Janeiro frequento a Feirinha da Praça XV aos sábados, no centro da cidade; em São Paulo, conheci a Feirinha do Bixiga que acontece aos domingos no bairro do Bixiga), pois me surpreende a diversidade de objetos que a cada dia são descartados e, de certa maneira, resignificados pelas pessoas, principalmente pelos artistas visuais.

Dessa forma, a fotografia analógica e o ‘low-tech’ são consequencia de minha memória e cotidiano. Mas, certamente, não descarto a praticidade e a óbvia qualidade de imagem obtida com os dispositivos digitais. São procedimentos distintos, claro, e ambos produzem resultados que despertam o meu interesse.

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Como foi a seleção para a LC-A+ Race?

Meu envolvimento com o LC-A+ Race, promovido pelo site Lomography,  se deu em meio a uma conversa com um amigo iraniano, Sohrab Mostafavi, que, além de trabalhar com fotografia e vídeo em seu país, tem um grande interesse pela Lomografia. Nunca iria imaginar que no Irã houvessem tantos intessados por esta prática, então, comecei a pesquisar no site Lomography os álbuns de artistas daquele país. Em meio às buscas, vi algumas chamadas sobre a LC-A Race. Escrevi para Ron Cruz, um dos organizadores/produtores do evento e, algum tempo depois, acho que um mês ou dois, recebi um email dizendo que fui selecionada para integrar o time de lomógrafos da América do Sul nesta LC-A Race. Fiquei muito surpresa! E recebi no mês de julho uma câmera Lomo LC-A para participar desta ‘corrida’. A câmera é incrível! Dentre as câmeras lomo que já utilizei, a LC-A foi a que apresentou os melhores efeitos de cores, mesmo em um filme comum de 35mm. Enfim, foi uma experiência e tanto, mas em apenas poucos dias, pois a câmera precisou seguir seu trajeto na corrida – em agosto a câmera esteve com o fotógrafo Julio França (SP) e, desde então, segue para outros estados brasileiros e também Argentina e Chile.

O que mais te encanta nas câmeras de plástico? O que você considera a grande vantagem em relação ao digital? O que considera desvantagem?

Para um fotógrafo profissional talvez não seja interessante trabalhar com um dispositivo que tem como marca a imprevisibilidade de seus registros (por exemplo, é comum que uma câmera lomo tanto “estoure o contraste” como produza áreas e bordas excessivamente escuras no frame), mas creio que esta aparente precariedade na construção da imagem seja propícia a todo um segmento de jovens artistas visuais e fotógrafos (chamados “experimentais”) que encontram nestes “acasos” e imprevistos um projeto artístico singular e em potencial.

No entanto, por essa aparente facilidade em se trabalhar com lomos, é comum encontrarmos comentários como “Ah! Isso eu também faço” (porque é até possível, com a ajuda do tal “acaso”, que se obtenha um ótimo resultado) ou quaisquer outras falas depreciativas destinadas aos fotógrafos experimentais. Concordo que há uma linha tênue entre o belo acaso e a boa fotografia, mas, se pensarmos que um artista não é feito apenas de uma única boa idéia (ou seja, de uma única boa foto resultante de uma câmera low-tech, por exemplo), será mais fácil perceber que para ser um bom artista é preciso que haja uma poética, um campo de pensamento, enfim, que a cada dia haja um desdobramento de tudo aquilo que o artista planejou e/ou intuiu. Realmente não basta apenas uma boa idéia. Trabalhar com arte é bem mais complexo que isso. É todo um processo – e pra toda a vida, inclusive.

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Encontre mais material de Rebeca Rasel em:

http://rebecarasel.blogspot.com (blog)

http://marciarebeca.blogspot.com (parceria com Marcia Abreu)

http://www.lomography.com/homes/rebecarasel (fotos aleatórias no lomography.com)

http://www.chiarotrends.com.br/ (blog sobre moda, arte, música e design no qual é colunista.

Fotos:  Rebeca Rasel  –  câmeras:  Fisheye (foto 01), ActionSampler (foto o2), LC-A+ (foto 03 e 05), e Zenit (foto 04).
Texto: Ale Lucchese

Agora é que são elas!

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Esse é o final de semana delas: é a vez das magrelas. Hoje é a Bike Day em Porto Alegre, evento realizado pelo grupo PoaBikers, com diversas atividades, será um ponto de encontro e de trocas de idéias e de experiências entre os amantes das pedaladas. E domingo, para completar, haverá o Brique da Bike,  um escambo-compra-e-venda de peças e utensílios ligados ao universo das bicicletas. Mais informações, clique aqui.

Foto: Thais Brandão
Texto: Ale Lucchese

Carneando na campanha

Definitivamente,  os Estrangeiros estão em todas as bocas (gastronômicas, claro- é só convidar): num simples fim de semana podemos transitar entre uma churrascaria, com um belo espeto corrido, um chazinho de bebê supervegetariano e um jantar árabe feito em casa. Topamos todas, ou melhor, quase todas.

Esse post não é uma apologia à carne vermelha (afinal somos bem democráticos gastronomicamente falando e a hora dos vegetarianos vai chegar aqui n’Os Estrangeiros, pode crê), e sim uma homenagem ao povo do pampa.   A seguir, ovelhas sendo carneadas em uma estância em Quaraí.

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Fotos e texto: Thais Brandão

Abrindo as porteiras

Passaporte

Em termos de documentação, para alívio d’Os Estrangeiros, viajar pela América Latina é bastante fácil. Na verdade, você não precisa nem de passaporte para alguns países, e são apenas nove as nações que exigem visto consular de brasileiros.

Na América do Sul, o Mercosul facilita a vida. Nos países quem fazem parte da mercado comum, você só precisa de cédula de identidade para entrar. Ou seja, não esquente a cabeça com passaporte para Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela. De resto, tudo pode ser resolvido com um simples passaporte, com exceção da Guiana – única nação a exigir visto na América do Sul.

Já na América Central, o planejamento exige mais cuidados. São sete os países que exigem visto: Cuba, El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá e Rep.Dominicana. Também no México é necessário visto.

Fiz meu passaporte há pouco tempo. Foi super fácil: entrei no site da Polícia Federal, agendei uma entrevista, paguei uma taxa no banco, aí fui lá no dia da entrevista levando uns documentos. Entre entrar no site e pegar o passaporte pronto demorou pouco mais de uma semana.

A tal “entrevista” consistiu em apresentar uns documentos – identidade, comprovante de residência, cpf… -, tirar uma foto digital e observar  as funcionárias falando dos jogadores de futebol que foram lá fazer o passaporte – parece que esse é o assunto de predileção das mocinhas.

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Então vamos recapitular:

Países da América Latina que exigem apenas documento pessoal (cédula de identidade): Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela.

Países da América Latina que exigem documento pessoal, passaporte e visto : Guiana, Cuba, El Salvador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá, Rep.Dominicana e México.

Países da América Latina que exigem apenas documento pessoal e passaporte: todos os outros.

Fica relax e boa viagem!

Fotos: Thais Brandão
Texto: Ale Lucchese